Quando observamos os novos conhecimentos tecnológicos que a ciência nos apresentou nas últimas décadas, observamos que a ética e a moral não avançaram de forma concomitante às novas descobertas por parte dos cientistas e das empresas que às exploram.
É só puxarmos um pouco a memória quanto aos alimentos transgênicos. As empresas que defendiam esse tipo de alimento pregavam que poderiam acabar com a fome no mundo, uma vez que tinham em mãos novas culturas resistentes às pragas e às intempéries.
Até mesmo forçaram governos de forma anti-ética e imoral a aceitar os alimentos transgênicos e legalizá-los (é só ver o que ocorreu no sul do Brasil quanto à soja transgênica. Quando o governo brasileiro abriu os olhos,nossas fronteiras estavam com os campos forrados de soja transgênica. O governo para salvar os agricultores foi obrigado a legalizar às pressas, naquele momento, o comércio desse tipo de produto).
Até o presente momento, existem dúvidas quanto às questões de danos que podem trazer ao organismo humano e ao meio ambiente a introdução de novas “espécies exóticas”.
Existe, inclusive, tentativa de introduzir no mercado espécies de outras culturas que não possuem semente; ou seja, os agricultores todos os anos comprariam das empresas as sementes para a próxima safra: seriam eternamente dependentes dessas "empresas".
Portanto, onde está a moral e a ética dessas empresas? No lucro? E dos cientistas que trabalham para essas empresas? No capital?
Portanto, o debate, Ciência e a Tecnologia não são moralmente neutras, elas expressam um conjunto de avaliações morais que traduzem uma visão de como empresas e cientistas deveria ser.
O progresso científico e tecnológico nem sempre é um bem em si para a humanidade, pois novas teorias e novas tecnológias podem colocar em risco o mundo onde vivemos e o próprio ser humano, posto que, novas descobertas podem, inclusive, colocar em risco a liberdade de escolha, na qual grandes empresas forçam governos a introduzir novas tecnológicas que nem sempre são seguras tecnologicamente.
Ou seja, todas as descoberta científica e a invenção tecnológica devem ser moralmente justificadas (verdadeiras, de verdade), posto que, as investigações e descobertas não podem ser dissociadas do estudo das conseqüências que elas podem produzir. Assim, há limites morais para a investigação científica, a invenção tecnológica e a introdução no mercado.
Portanto, o controle crítico deve ser feito por cientistas e não cientistas; políticos (preocupados verdadeiramente com o bem estar de seus semelhantes)e não políticos e pessoas do povo e universidade de renome. Assim, todas as informações sobre as descobertas científicas e inovações tecnológicas e as conseqüências de suas implementações práticas devem ser acessíveis a todos os membros da sociedade.
Se isso não ocorrer, pergunta-se: Qual a finalidade da ciência? Só econômica? Só lucro? E as pessoas?
Quais os problemas que são atinentes à avaliação moral e política do desenvolvimento científico, da invenção tecnológica e de suas aplicações práticas?
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