Os fatores que influenciam no escoamento superficial podem ser de natureza climática, relacionados à precipitação ou de natureza fisiográficas ligados às características físicas da bacia.
Dentre os fatores climáticos destacam-se a intensidade e a duração da precipitação, pois quanto maior a intensidade, mais rápido o solo atinge a sua capacidade de infiltração provocando um excesso de precipitação que escoará superficialmente. A duração também é diretamente proporcional ao escoamento, pois para chuvas de intensidade constante, haverá maior oportunidade de escoamento quanto maior for a duração. Outro fator climático importante é o da precipitação antecedente, pois uma precipitação que ocorre quando o solo está úmido devido a uma chuva anterior, terá maior facilidade de escoamento. Dentre os fatores fisiográficos os mais importantes são a área, a forma, a permeabilidade e a capacidade de infiltração, e a topografia da bacia.
A influência da área é clara, pois sua extensão está relacionada à maior ou menor quantidade de água que ela pode captar. A área da bacia é o elemento básico para o estudo das demais características físicas.
A permeabilidade do solo influi diretamente na capacidade de infiltração, ou seja, quanto mais permeável for o solo, maior será a quantidade de água que ele pode absorver, diminuindo assim a ocorrência de excesso de precipitação.
Outros fatores importantes são as obras hidráulicas construídas nas bacias, tal como uma barragem que, acumulando a água em um reservatório, reduz as vazões máximas do escoamento superficial e retarda a sua propagação. Em sentido contrário, pode-se retificar um rio aumentando a velocidade do escoamento superficial.
ENCHENTES / INUNDAÇÕES
As enchentes provocadas por rios e córregos que atravessam as zonas urbanas são um grande problema nas cidades, danificando redes de abastecimento de água e coleta de esgotos, moradias, escolas, ruas, estradas, etc., trazendo prejuízos, comprometendo a produção e o transporte de produtos em geral, disseminando doenças de veiculação hídrica e prejudicando a saúde das populações atingidas.
QUAIS SÃO AS PRINCIPAIS CAUSAS?
• Destruição das áreas verdes;
• Excesso de pavimentação (impermeabilização do solo);
• Escoamento da água de chuva (inadequação do sistema de drenagem);
• Canalização de córregos sem a devida análise de impactos a jusante;
• Ocupação desordenada das áreas urbanas (falta de implementação das políticas de ocupação de solo);
• Omissão do Poder Público na gestão urbana e falta de saneamento básico adequado.
• Produção e acúmulo do lixo urbano nas ruas.
QUAIS SÃO AS POSSÍVEIS SOLUÇÕES?
• Planejamento urbano considerando toda bacia hidrográfica;
• Conservar e preservar as áreas verdes, de preservação e matas ciliares urbanas e rurais e ampliar a arborização urbana;
• Aplicar as políticas públicas, as legislações e regulamentações;
• Ampliar a informação sobre as leis, sobre a realidade ambiental e sobre os conceitos ecológicos envolvidos;
• Implantar medidas estruturais e não estruturais de drenagem e saneamento;
• Não impermeabilizar o solo excessivamente;
• Valorizar a educação ambiental como um instrumento fundamental;
• Limpeza e desassoreamento de rios.
O QUE NÓS PODE FAZER PARA CONTRIBUIR?
• Ajudar a reter as águas pluviais, instalando mais gramados, pisos permeáveis ou reservatórios.
• Preservar e expandir as áreas verdes;
• Não obstruir áreas de drenagem com lixo;
• Não colocar fogo;
• Participar de conferências municipais, conselhos, encontros, etc;
• Repassar as informações adquiridas;
• Sensibilizar as pessoas com relação aos 3 Rs;
• Captar água de chuva dos telhados;
• Participar de campanhas de lixo e despoluição.
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Deixe aqui seu comentário.
Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.